Querida Célia e Nelly...
Sempre tenho aprendido, na minha existência, que há coisas muito piores de suportar do que a morte... O Evangelho nos fala que não sabemos o dia que ela chega, e em outra parte fala que chega como um ladrão sem se anunciar... Penso sempre que isso é bom, porque podemos viver intensamente todos os momentos do dia a dia... Mas a sabedoria dos místicos, também nos fala que devemos pensar que ela chega para cada um de nós, e que portanto, salutar é, tê-la sempre presente. Não como uma inquietação, mas como algo que nos encaminha para a única certeza absoluta do nosso viver,ou seja, somos seres em passagem... e a fé? Olhando o texto bíblico nos acrescenta:" ...nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem o coração do homem pode imaginar o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.." Penso em Rosi... É muita saudade, pois a amizade se faz presente e não é preciso ter boa memória para estar nela, e até senti-la no seu falar, na sua alegria contagiante, nas suas expressões "olá, amiguinha!" , nas suas fortes convicções religiosas, no seu grande amor a MARIA, na sua sede de justiça, solidariedade, fraternidade...Nunca poderei esquecer o seu carinho por nós, tão forte que se espalhava por outras pessoas que amamos...Cito o Duarte... quanta solicitude...Quanto empenho, quanta caridade... Creio que posso continuar dizendo : pede ao Senhor por ele, por nós! A vida continua e temos que vivê-la até podermos experimentar a verdadeira VIDA. A teologia da libertação nos diz que os mortos estão sempre presentes...E isso é vida. Alegremo-nos hoje e sempre.
Na saudade,sinal de amizade e presença
Canti (Lourdinha)